Joinville terá Sala de Concertos até 2023

Joinville é a cidade da dança, das flores, da bicicleta... e por que não a cidade da música? O Instituto Core de Música está com um projeto ousado e inovador que começa a ser esboçado para sair do papel em breve: a Academia ICore de Música composta por um Centro de Formação Profissional de Musicistas e uma Sala de Concertos. Para isso, buscou uma empresa especialista e reconhecida mundialmente em arquitetura acústica, a Nagata Acoustics, que assina projetos como a Philharmonie de Paris, New World Center Concert Hall, em Miami, Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles e a Elbphilharmonie de Hamburgo, na Alemanha. 

Nesta segunda, o Instituto recebeu a visita do consultor sênior da Nagata Acoustics, Motoo Komoda, que esteve pela primeira vez em Joinville para conhecer o terreno onde será realizada a obra em um espaço de cerca de 15 mil m².  Esse contato é importante para reconhecer o ambiente, analisar a vibração do terreno, os possíveis ruídos, entre outros fatores que podem influenciar no espaço e na acústica dele. “Temos outros projetos em andamento no Brasil, mas começar do zero aqui é algo novo e fantástico. Não há limites para o que queremos fazer no local, pois ele é perfeito. Um dos melhores que já trabalhamos. Não tem ruídos de trens, grandes avenidas, aviões, a não ser o som dos pássaros”, brinca Motoo, falando sobre o espaço que será na rua Paraíba, no bairro Anita Garibaldi.

Além dele e dos representantes da Instituto Core de Música, o Diretor Artístico Sérgio Ogawa e do Presidente Vicente Otávio Martins Resende, participaram do encontro os arquitetos Miguel Cañas Martins e Israel Freitas da Metroquadrado Arquitetura, escritório de Joinville responsável pelo desenvolvimento do projeto arquitetônico. “É uma oportunidade incrível que estamos tendo não só pelo tema do projeto, com todo esse envolvimento social, educacional e musical, mas também pela grande empresa parceira que é a Nagata Acoustics. Estamos estudando para fazer algo que será um diferencial não só para a região Sul, mas também para o Brasil”, completa Miguel.

O diferencial não é só pela questão do espaço, mas principalmente pela excelência e o foco do projeto. O Centro de Formação, por exemplo, terá capacidade para uma média de 400 alunos em um espaço de quase seis mil m². Além disso, terá um espaço para exposições, cuja proposta é realizar intercâmbios com grandes museus do Brasil e do mundo. A ideia é que o Centro seja concluído até 2020.

Já a Sala de Concerto deve ser finalizada até 2023 com capacidade para 700 pessoas. Outra proposta inovadora é em relação a parte externa, que terá som de qualidade e vídeo (projetor) para que até duas mil pessoas possam conferir as apresentações. “Estamos falando de dar acesso às pessoas para que prestigiem. É um presente para a cidade”, destaca Vicente.

Neste contexto das obras, ainda serão formadas três orquestras: Infanto juvenil (2020), Jovem (2025) e Filarmônica Profissional (2030). “Teremos apresentações constantemente e ainda Joinville entrará no circuito internacional de shows de orquestras. Estamos bem animados. Vale ressaltar a nossa busca para a excelência. Hoje atendemos 150 crianças e buscamos o melhor para elas: professores, instrumentos, metodologia e espaço”, completa o Sergio.